Matéria do Jornal da Unicamp explora o histórico de inovação e tecnologia por trás do projeto Escola 4.0, vinculado ao BitDogLab. Conheça!
Autoria Marina Gama | Edição de Imagem Alex Calixto Paulo Cavalheri | Fotografia Antoninho Perri
Historicamente, estudantes brasileiros apresentam um desempenho aquém do esperado em ciências e matemática, conforme revela o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). Na mais recente avaliação, o Brasil figurou nas últimas posições e abaixo da média entre os 81 países participantes.
Os desafios para melhorar o aprendizado nessas áreas são diversos, e o professor Fabiano Fruett, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec) da Unicamp, vivencia isso de perto. Sua esposa, ex-professora de ciências em escola pública, cotidianamente compartilhava a dificuldade para realizar experimentos que permitissem aos alunos enxergar a relação entre o conteúdo estudado e a vida real, muitas vezes pela falta de estrutura e de equipamentos.
Pensando nisso, Fruett e sua equipe desenvolveram a Escola 4.0, um projeto de ensino, pesquisa e extensão que visa despertar, de forma menos tradicional, a curiosidade dos estudantes do ensino fundamental e médio em relação aos conteúdos escolares programáticos. A partir de experimentos feitos em sala de aula, como uma placa eletrônica com múltiplas funções, tornou-se possível conectar a teoria dos livros com aplicações práticas, e abordando vários temas: o funcionamento da natureza, o funcionamento de equipamentos eletrônicos ou mesmo o raciocínio lógico que leva ao desenvolvimento de softwares.
“A proposta é reduzir ao máximo as chances de insucesso durante a realização de experimentos práticos em sala de aula. Nosso objetivo consiste em proporcionar uma experiência enriquecedora nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, conhecidas pela sigla [em inglês] Stem, criando oportunidades para que os jovens despertem e desenvolvam habilidades essenciais nessas disciplinas”, explica Fruett.
O Stem oferece uma abordagem educacional que visa preparar os estudantes para resolver problemas reais e enfrentar os desafios do mercado de trabalho. Para Fruett, é crucial integrar os dois mundos. “Saber resolver uma equação de segundo grau é útil. Mas é ao manipular robôs e outros dispositivos que o aluno aplica esse conhecimento em situações do dia a dia.”
O projeto Escola 4.0 conta com algumas frentes. A primeira e principal é a formação dos professores de escolas públicas no conhecimento sobre robótica educacional. A fim de alcançar esse objetivo, o pesquisador e sua equipe, entre mestrandos e doutorandos, criaram um curso online no qual ensinam os elementos básicos e necessários para que o professor transforme sua aula em um espaço de experimentação.


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